terça-feira, 30 de outubro de 2012

F. García Louco Entrevista - Intervalo

 O intervalo é por natureza um momento de pausa, retomada de fôlego e preparo para o reinício das ações. Mas não aquele intervalo. O intervalo do julgamento do carpinteiro.

Judas levantou-se e foi ao banheiro. Maria Madalena seguiu-o no encalço, sem que o mesmo percebesse.
O FGL concluía algumas anotações e logo em seguida dirirgiu-se à antesala para conferir o que estava acontecendo.

Figuras ilustres convidadas para o julgamento já desfilavam pelo salão, onde servia-se um coquetel com vinho tinto, espumantes e muitas histórias.

"Um brinde!" gritou o deus Baco, abraçado a duas ninfetas, saudando a entrada dos devassos cidadãos de Sodoma e Gomorra.
 Morgana e as feiticeiras de Avalon, assim como suas amigas de Salem, fizeram longa viagem, mas não perderiam este sabá por nada.
 
Com toques de trombetas e chuva de fogos de artifício, Nero e seus rapazes piromaníacos foram recebidos pelo cerimonial da guarda de honra do inferno. 

Casa cheia, convidados especiais, uma festa imperdível, mas o julgamento ainda não havia terminado.

Logo a sineta tocou e a platéia retomou seus assentos.

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