O intervalo é por natureza um momento de pausa, retomada de fôlego e preparo para o reinício das ações. Mas não aquele intervalo. O intervalo do julgamento do carpinteiro.
Judas levantou-se e foi ao banheiro. Maria Madalena seguiu-o no encalço, sem que o mesmo percebesse.
O FGL concluía algumas anotações e logo em seguida dirirgiu-se à antesala para conferir o que estava acontecendo.
Figuras ilustres convidadas para o julgamento já desfilavam pelo salão, onde servia-se um coquetel com vinho tinto, espumantes e muitas histórias.
"Um brinde!" gritou o deus Baco, abraçado a duas ninfetas, saudando a entrada dos devassos cidadãos de Sodoma e Gomorra.
Morgana e as feiticeiras de Avalon, assim como suas amigas de Salem, fizeram longa viagem, mas não perderiam este sabá por nada.
Com toques de trombetas e chuva de fogos de artifício, Nero e seus rapazes piromaníacos foram recebidos pelo cerimonial da guarda de honra do inferno.
Casa cheia, convidados especiais, uma festa imperdível, mas o julgamento ainda não havia terminado.
Logo a sineta tocou e a platéia retomou seus assentos.
Um diário de bordo do "alter ego" Federico García Louco. Um anticristo devoto. Um apóstolo da verdade nua, crua e crucificada! F.G. Louco é odiado e difamado pela igreja e seus asseclas. Biógrafo dos decaídos expulsos pelo déspota Gabriel. Multiplicou os "pecados". Ressuscitou o Judas. Negou a mentira por três vezes. Revogou o fim do mundo. Ama o próximo, tentando expulsar as falácias que o atormentam. Venha para a Salvação do inferno imposto pela culpa, pela "fé" e a religião.
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